Manhã de quinta-feira. Quase tudo pronto pra viagem ao litoral. Eu não sou fã de praia, mas queria tanto sentir o cheiro da maresia que fiz contagem regressiva trinta dias antes.
Logo após ao meio dia eu já tinha 04 malas, 01 maleta, 02 sacolas, 01 cobertor, 03 travesseiros, 02 cachorros, 01 casinha de cachorro, 01 computador completo (torre, monitor, mouse, teclado) 16 remédios pra mim, Maromba e Mariola. E um porta-malas que não comportava tudo isto.
Marcamos às 15:30. Ele chegou às 16:00. Abastecemos o carro com as coisas e ele perdeu as chaves do carro. Achamos (as chaves) e fomos ao centro, ajeitar o que faltava. Ele reclamou de fome, reclamou do estacionamento, reclamou que não chegou e-mail...
Logo após ao meio dia eu já tinha 04 malas, 01 maleta, 02 sacolas, 01 cobertor, 03 travesseiros, 02 cachorros, 01 casinha de cachorro, 01 computador completo (torre, monitor, mouse, teclado) 16 remédios pra mim, Maromba e Mariola. E um porta-malas que não comportava tudo isto.
Marcamos às 15:30. Ele chegou às 16:00. Abastecemos o carro com as coisas e ele perdeu as chaves do carro. Achamos (as chaves) e fomos ao centro, ajeitar o que faltava. Ele reclamou de fome, reclamou do estacionamento, reclamou que não chegou e-mail...
Saímos de casa, rumo ao litoral, às 19:40 e às 20:16 protagonizamos nossa primeira briga. Discutimos sobre luz alta, modos de dirigir, ele me mandou calar a boca e eu o fiz pedir desculpas. Acho que este foi o carro abre-alas do resto dos nove dias de carnaval. Ele reclamou da noite ser escura, do asfalto ser escuro, da chuva que durou só 10 minutos, dos restaurantes de beira de estrada que não vendiam redbull, do engarrafamento. Chegamos só de madrugada no nosso destino, e por infeliz coincidência, no molho de chaves do apartamento alugado, faltava a chave de entrada na recepção do prédio. Só não teve blablablá, porque ele tava cansado.
Na sexta-feira fomos a praia. Ele reclamou que o cardápio da barraca era fraco, do excesso de comida que nos foi servido, reclamou que comprei duas cangas e outras porcarias mais.
No sábado marcamos com amigas, num lugar desconhecido e incerto. Dois km de caminhada e eu passei mal. Tivemos que voltar pro apê de aluguel (outros dois km). Melhorei em cinco minutos e lá se foram mais dois km de caminhada até o local incerto. Ele reclamou do calor, da distância, da falta de informação, depois reclamou da multidão que tinha na rua atrás dos blocos e fomos pra casa.
No domingo fomos a Búzios. Ele reclamou da falta de estacionamento, do atendimento do bar, da comida. Na volta pra Cabo Frio, eu tentei comprar um biquini, que ele reclamou do tamanho. Comprei uma água de coco e ele reclamou que tava ruim.
Na segunda-feira achamos uma barraca com atendimento excelente. Mas ele reclamou que no cardápio só tinha carne com farofa e vinagrete. Pra mim tendo cerveja e milho verde, o resto é miúdo, já que em outras refeições tínhamos comido meus prediletos: camarão, peixe e lula.
Nesta noite tentamos ver um bloco, mas chegamos tarde. Ele reclamou de dor nas costas, do banheiro químico e da multidão.
Encontramos dois amigos em frente a uma boate gay (que parei por causa da música eletrônica em meio ao ziriguidum e axé que cercavam a cidade). Ele reclamou que não gostou de ter visto dois caras se beijando, reclamou que eu bebi demais e reclamou de cansaço.
Terça-feira marcamos de encontrar outra amiga, tbm sem destino certo, numa praia perto de casa. Ele reclamou da falta de informação, reclamou que eu não tinha levado o celular certo, reclamou do vento, da empada que deu queimação no estômago, das barracas que cobravam consumo mínimo e falou, falou, falou pelos cotovelos... desisti de encontrar a amiga e preferi ficar em casa.
Na quarta-feira voltamos ao barzinho com atendimento excelente, quase tudo certo, tirando que ele rasgou uma das cangas novas e reclamou pelos cotovelos da distância ao voltarmos bêbados.
Quinta-feira, resolvemos voltar a Búzios, numa outra praia, caríssima, mas com banheiro limpo (o que fez o milagre acontecer: ele elogiou o banheiro três vezes). Mas as reclamações continuaram. Eram muitos barcos, bananas e caiaques delimitando uma área pra banhista, a água estava insuportavelmente gelada, e neste dia ele se cansou de ser fotógrafo, e reclamou até de outros banhistas aparecerem nas fotos. (???)
Na sexta-feira voltamos àquela barraca excelente de Cabo Frio, e infelizmente nosso atendente não estava trabalhando. A única reclamação foi da localização da nossa mesa ser escondida atrás de um ambulante. Trocamos de mesa e tudo certo.. então encontrei as amigas que comentei ter encontrado no sábado e... como em conversa de mulher, homem não se mete, a tarde foi perfeita.
Sábado, seis da manhã: acordamos, arrumamos as malas, aquele café miúdo, carregar o carro e partir. Parecia tudo calmo, até ele começar. Reclamou das plantas na garagem do prédio, reclamou que no posto de gasolina não tinha identificação nas bombas sobre seu conteúdo, do calibrador que não funcionou, reclamou que os pneus estavam vazios e ficou buzuzum no meu ouvido achando que teria sido alguém no prédio de marcação com ele... quando ele deu uma ré e bateu no carro que estava parado atrás esperando pra usar o calibrador.
Entrei num silêncio profundo de lá até chegar em casa. Ele reclamou dos radares, lombadas, do engarrafamento, fechadas, motocicletas, partidos políticos, banda larga, blablablá.
Nesta noite tentamos ver um bloco, mas chegamos tarde. Ele reclamou de dor nas costas, do banheiro químico e da multidão.
Encontramos dois amigos em frente a uma boate gay (que parei por causa da música eletrônica em meio ao ziriguidum e axé que cercavam a cidade). Ele reclamou que não gostou de ter visto dois caras se beijando, reclamou que eu bebi demais e reclamou de cansaço.
Terça-feira marcamos de encontrar outra amiga, tbm sem destino certo, numa praia perto de casa. Ele reclamou da falta de informação, reclamou que eu não tinha levado o celular certo, reclamou do vento, da empada que deu queimação no estômago, das barracas que cobravam consumo mínimo e falou, falou, falou pelos cotovelos... desisti de encontrar a amiga e preferi ficar em casa.
Na quarta-feira voltamos ao barzinho com atendimento excelente, quase tudo certo, tirando que ele rasgou uma das cangas novas e reclamou pelos cotovelos da distância ao voltarmos bêbados.
Quinta-feira, resolvemos voltar a Búzios, numa outra praia, caríssima, mas com banheiro limpo (o que fez o milagre acontecer: ele elogiou o banheiro três vezes). Mas as reclamações continuaram. Eram muitos barcos, bananas e caiaques delimitando uma área pra banhista, a água estava insuportavelmente gelada, e neste dia ele se cansou de ser fotógrafo, e reclamou até de outros banhistas aparecerem nas fotos. (???)
Na sexta-feira voltamos àquela barraca excelente de Cabo Frio, e infelizmente nosso atendente não estava trabalhando. A única reclamação foi da localização da nossa mesa ser escondida atrás de um ambulante. Trocamos de mesa e tudo certo.. então encontrei as amigas que comentei ter encontrado no sábado e... como em conversa de mulher, homem não se mete, a tarde foi perfeita.
Sábado, seis da manhã: acordamos, arrumamos as malas, aquele café miúdo, carregar o carro e partir. Parecia tudo calmo, até ele começar. Reclamou das plantas na garagem do prédio, reclamou que no posto de gasolina não tinha identificação nas bombas sobre seu conteúdo, do calibrador que não funcionou, reclamou que os pneus estavam vazios e ficou buzuzum no meu ouvido achando que teria sido alguém no prédio de marcação com ele... quando ele deu uma ré e bateu no carro que estava parado atrás esperando pra usar o calibrador.
Entrei num silêncio profundo de lá até chegar em casa. Ele reclamou dos radares, lombadas, do engarrafamento, fechadas, motocicletas, partidos políticos, banda larga, blablablá.
Se paciência não é amor, eu não sei o que é.
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Credo nem reclama o coitado
ResponderExcluirhahaha parabéns!
ResponderExcluirPorque se fosse o meu tinha tomado um pito na terceira reclamação....
Bom domingo pra você!
Nai Melo
vais ficar sozinha sempre!
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