Imagine uma mulher que gosta de Roger Waters a MC Bó do Catarina, passando dentre todas as possibilidades de MPB e ajoelhando-se em frente ao Rei Roberto. Um misto de muitas coisas num corpinho só, só pode ser Coquetel Molotov.
Ela tem pena, compaixão, mas jura de pé junto que é descolada e que não tem pena nem de si mesma, do mesmo jeito que jura que não crê em nada e quando deseja algo pra alguém sempre pede as mãos de Deus pra ajuizar fulanos ou fulanas.
Ciumenta-possessiva-obsessiva, gosta de homens, mulheres, gays, sexo de todas as formas e de todas as possibilidades e números sugestivos. Tem mania de cuidar de perto do que é seu, do que não é, do que poderá vir a ser, do que já foi e do ela cisma que quer. Estraga qualquer relacionamento por uma pitada de ciúmes extra e faz dilúvio em tampinha de xarope.
Tem seu rompantes de louca, agressiva, usa de todos os palavrões misturados e não sabe o que significa uma simples caretinha com símbolos do tipo ";P" nas conversas com amigos. Amigos... ahhh ela tem todos como amigos, mesmo que estes não a tenham como ninguém. Participativa, se mete em conversas alheias, dá palpites, conselhos, tira as definições sobre a vida dos outros, julga, condena e acaba excluindo dos perfis de rede social.
Adora uma máquina fotográfica e por sorte da danada, é fotogênica. Mas ela adora fotografar, a vida, as ruas, os momentos, o mundo. Seus álbuns são como agendas. Lá ela consegue datas e se lembra de tudo que não lembrou na época. Sim, ela tem memória com defeito genético aumentada pela quantidade de álcool que consome. Não lembra de uma conversa da noite anterior e acorda se perguntando como chegou em casa, sempre.
Bebe litros. Gasta todo seu dinheiro em cerveja. Tem a cutis de uma menina, o fígado de uma iniciante e pro nosso ódio ser maior, ela tem várias coisas que a impossibilitam de beber e sempre dá de ombros. Ri de suas doenças e bebe seus remédios nos copos repletos de lúpulo e cevada.
Tem bom gosto pra roupas, cores, cabelos, carros, filmes e programas educativos. Conversa sobre todos os assuntos, faz rir do seu psiquiatra ao seu neurologista. Se pudesse escolher o que não ter.. seria o dedo podre pra pessoas sem futuro. "E no meio de tanta gente eu encontrei vc" é bem a cara dela. Aquele cara mais perdido ou aquela vadia mais fudida, são sempre acalentados pelas suas atenções. Na verdade todas as atenções viram-se para o ser oprimido e ela age convictamente como se fosse salvar uma alma perdida.
Ri do nada, fas cara de planta pra quase tudo. Não acha o máximo pessoas novas... todo mundo ganha zero de cara e vai ganhando pontos ao decorrer do programa. Sim, a vida dela é um Reality Show... e com adoradores e odiadores. Mas já é certo, provado e confirmado que o ódio é a expressão extrema de gostar e não saber porque.. então... Tem como não amar Josi Lemos?



